Por que meus relacionamentos não deram certo?

por que meus relacionamentos não deram certo?

Conversando com uma amiga sobre relacionamentos anteriores, tanto meu, quanto dela, outro dia, nos deparamos com a questão: Por que não deu certo?! Com nenhum daqueles caras anteriores. Com nenhum daqueles que a gente jurou que “agora vai”, ou aquele que a gente se orgulhou de apresentar para a família no churrasco de domingo e teve também aquele no qual começamos a planejar o casamento (realmente começamos os preparativos). Ficamos horas debatendo e relembrando cada um deles. Não que a gente tenha um vasto número de ex namorados, mas todos rendem ótimas risadas e lembranças.

A questão é que entre uma risada e outra, entre um copo de vinho e outro, começamos a tentar, digo tentar porque isso não é tão fácil refletir, o momento exato em que as coisas começaram a desabar. Foi alguma conversa? Foi algo que você fez? A comida estava muito salgada? Minha avó sempre diz que se a comida não agrada, a pessoa vai embora, foi isso? Por que a gente não deu certo se tudo o que queríamos era dar certo?!

Embora a gente tenha ficado uma madrugada pensando, conversando sem chegar a uma conclusão de fato, eu sorri ao relembrar cada um dos momentos vividos. Todos os “eu te amo”, todas as vezes que deitamos e olhamos para o céu ou que usamos o meu telescópio que eu demorei tanto para pagar, os olhares confidenciais que só a gente entendia, mas que talvez hoje já não faça mais sentido, ou talvez todos vocês agora tenham outros olhares com outras pessoas. Tudo isso ainda não justifica porque terminamos, só me dá mais certeza de que deveríamos continuar. Então onde foram parar todas as planilhas de convidados para o casamento ou todo afeto e afeição que tínhamos?

Se eu falar que sinto falta de todos eles de formas diferentes, e ao mesmo tempo não sinto, me faz parecer estar numa eterna dicotomia na qual eu não gostaria de estar. O que não deveria surpreender a nenhum de vocês, já que eu nunca soube escolher logo de primeira nem mesmo a comida que eu quero. Carne ou frango? Açúcar ou adoçante? Leite de soja ou integral? Namorar ou continuar ficando? Quer terminar ou vamos insistir nisso que nitidamente não nos está agradando mais?

Todas essas dúvidas me acompanharam durantes os próximos três dias. Eu fui na padaria e vi uma palha italiana, lembrei de um. Meu computador de repente parou de funcionar, lembrei de outro que sempre dava um jeito em todos os meus aparatos tecnológicos. Fiz um drama e lembrei de outro que sempre me conquistava fazendo charminho.

Durante esses longos dias a vida não passou de saudosismo e saudade. Muita saudade. Até que cheguei à conclusão de que não demos certo não foi porque ainda virá algo melhor, não foi por você e também não foi por mim, foi só porque não estávamos no mesmo tempo. Aquele negócio de feeling, de inferno astral, chame do que quiser. Nós não estávamos preparados para ser o que a gente idealizou. O que não anula, vamos deixar claro, todas nossas chances no futuro. E quando digo nossas, quero dizer sobre mim e qualquer um de vocês que passaram.

Isso me soou como uma carta aberta de esperança a todos os meus ex, se é que eles ainda têm qualquer tipo de esperança sobre nós reatarmos. E se é que eles ainda querem ler o que eu tanto escrevo sobre qualquer um deles, ou no caso sobre todos eles. De qualquer forma, quero que entendam que esse é mais um daqueles sinais de paz que as tropas enviam, mais uma daquelas bandeirinhas brancas que são estiradas como sinônimo de: CALMA, VAMOS FICAR TUDO BEM. E quando lembro de todos, realmente essa é a primeira coisa que me vem à cabeça: Calma, vamos ficar tudo bem. Sempre ficaremos bem.

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