O momento exato que eu descobri que estava apaixonada por você

descobri que estava apaixonada por você

Devo começar esse texto notificando a todos vocês de uma coisa: eu tenho seríssimos problemas em admitir quando estou envolvida com alguém! Eu fico durante muito tempo naquele processo de negação sem graça… As pessoas já nos veem juntos, minha família o conhece, meus amigos também, estamos sempre de mãos dadas, não ficamos com mais ninguém em festas e até nos marcamos em posts no facebook.

Mas quando sou questionada, a minha resposta é sempre: “Oi? O fulano? Ah não, a gente não tem nada a ver! Somos apenas bons amigos! Não nos pressione! ”. E devo admitir, que isso é terrível, tanto para mim, quanto para ele. Por fim, nós nunca sabemos o que é que realmente temos. Se você, assim como eu já passou por isso, sabe o quão inconveniente isso é! Para todos os envolvidos e para os questionadores.

De qualquer forma, conversando com uma amiga enquanto viajávamos, notei que ao ouvir uma música eu sorri e lembrei-me dele. Senti vontade de colocar novamente essa música, eu sorri e lembrei-me dele. E mais uma. E mais uma. Até que finalmente falei pra ela: “Só lembro-me do fulano. Em todas as vezes que essa música tocou”. E escrevendo isso agora, me parece muito clichê. Mas na hora foi a maior sacada da minha vida. Parece que eu tinha inventado uma coisa super revolucionária. E talvez eu tivesse mesmo, dentro de mim.

Vocês já ficaram pensando em alguém os 60 minutos (que foi o tempo da viagem) enquanto ouvem uma única música repetidas vezes, até penetrar em você e tudo fazer sentido? Pois é, pode parecer estranho, mas eu nunca tinha sentido isso. É uma coisa totalmente nova para mim, e como toda coisa nova, eu tenho medo. Eu temo pelo desconhecido. E pode ser que seja exatamente por isso que eu tenho tanto prazer em negar sentimentos que estão tão evidentes.

Durante os 60 minutos e as 60 mil vezes nas quais eu ouvi a mesma música até ouvir minha amiga dizendo “CHEGA!” eu fiquei lembrando dos olhos dele e de como são charmosos. É incrível que quando ele sorri, eles se fecham e em contrapartida ele abre um sorriso tão maravilhoso, tão cúmplice. Me faz ter vontade de ficar com ele assim, sorrindo, o tempo todo. Me lembro de como o sujeito é expressivo. Alguém já conheceu alguém que não fica quieto nem por um segundo? Mas que todos os assuntos soam como mais uma dessas melodias que eu tanto escuto repetidamente?

Olhei para as minhas mãos e imaginei-a nos cabelos dele tão escuros e cacheados afagando até ele pegar no sono e eu também. Fico pensando o quão diferente de todos os outros ele é. E ainda não decidi se isso é bom ou ruim. Como tudo entre a gente difere de todas as coisas que já tive, não tivemos primeiros encontros. Quer dizer, isso pela lógica dos primeiros encontros, mas pra mim, todos os encontros que tivemos são os primeiros. Ele me surpreende tanto e de tantas maneiras que a cada dia é uma surpresa estar na presença dele. A cada minuto que se passa nesse relógio incansável que é a vida, eu só consigo pensar o quanto eu quero conhecê-lo mais e mais.

Revivo cenas que já tivemos juntos. Revivo todas as nossas primeiras vezes. Revivo o quanto eu neguei e falei: “Não me venha com essa de primeira vez de novo”, mas que no fundo meu peito pulsava ao descobrir que a primeira vez em que ele dormiu com alguém, esse alguém fui eu. Meu peito arfa ao lembrar o quanto ele já conquistou meus primos com esse seu jeitinho tão peculiar. E o quanto sempre da um jeito de me dar selinhos surpreendentes e de perguntar se está tudo bem?

É fácil escrever sobre esse homem que retira todo brilho das estrelas e coloca em seus olhos pequenos e puxados. E sabem de uma coisa?! Eu tenho tantas coisas bacanas pra falar e coisas com as quais queria que todos soubessem, pelo menos um pouquinho, sobre o quanto ele é especial e o quanto representa para mim que as linhas simplesmente se formam em incansáveis frases, assim como o sentimento no meu peito se forma e cresce.

Cresce como esse texto inteirinho dedicado a ele e a como eu me vi ali, na estrada, em meio a tantos caminhões, carros e pessoas, como eu me vi totalmente entregue a esse sentimento tão lindo e crescente que me faz escrever para vocês ao som justamente da música que me fez me descobrir uma tremenda apaixonada.

 

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